Oscar 2021 – Figurinos para ficar de olho

A designer Irene Sharaff se juntou, na década de 60, a equipe de West Side Story e contextualizou as suas formas e cores com os movimentos e enredo do grande musical. Isso se reflete em tudo: nas camisetas, nas jaquetas de gangue e nos vestidos. Seus figurinos primorosos a renderam uma estatueta dourada – uma das 10 conquistadas pelo filme de Robert Wise e Jerome Robbins. Será que Paul Tazewell (Hamilton, Harriet) irá conseguir no remake de Steven Spielberg um sucesso absoluto igual de Irene? Entre todos os atuais contenders, dos filmes de ficção-científica aos clássicos filmes de época, O Noite de Oscar separou umas produções pra você ficar ligadinho na categoria de figurino (Costume Design).

A italiana Milena Canorero, nove vezes indicada ao Oscar e ganhadora de quatro estatuetas, retorna em uma das maiores produções da temporada: The French Dispatch. The Grand Budapest Hotel, sua última parceria com Wes Anderson, a rendeu o Oscar, o BAFTA, o Critics, o CDG de Excelência em Filmes de Época e dezenas de outros prêmios de guildas. Sendo assim, se o filme entrar a tempo para Oscar, é muito dificil seu nome não estar na lista dos cinco. Michael O’Connor, figurinista de Ammonite, é outro com um nome grande na industria e uma das apostas para esse ano. Três vezes indicado ao Oscar e ganhador por The Duchess (2008), o britânico provavelmente irá ganhar um bom folego com a academia do BAFTA – e consequentemente com a do Oscar.

Jacqueline West, três vezes indicada ao Oscar, irá estrelar no único sci-fi da lista: o aguardado Dune. Considerando que o outro lançamento da Warner Bros, Tenet, será o cotado para categorias “mais” técnicas como Edição e Som, existe uma grande chance que o estúdio coloque Dune numa campanha massiva para as categorias de design (não só de figurino, como de produção também). Susan Lyall, novata na temporada de premiações, é uma aposta bem antecipada porém condizente com as expectativas criadas por The Trial of Chicago 7. Além dos figurinos setentistas já terem virado artigo na GQ, se o filme de Aaron Sorkin brilhar nas categorias essenciais como filme, direção e roteiro, é quase que impossível a ausência da figurinista na categoria.

É interessante ressaltar alguns dados: na década passada, dos dez ganhadores na categoria, seis eram indicados a Melhor Filme – dos seis, apenas um de fato levou o oscar de Melhor Filme. Dentre os outros quatro ganhadores, ou seja, os filmes que não foram indicados a Melhor Filme, todos foram indicados em pelo menos duas categorias, principalmente design de produção. Colleen Atwood em 2010, por Alice In Wonderland, venceu Jenny Beavan por The Kings Speech mesmo o último tendo sido o favorito da edição e vencedor de Melhor Filme. Colleen repetiu o mesmo feito em 2016 e surpreendeu vencendo o favorito (e quase vencedor) da premiação La La Land com Fantastic Beasts and Where to Find Them. É interessante ressaltar que enquanto Alice in Wonderland era o favorito naquele ano para a categoria (tendo ganho todos os indicadores), Fantastic Beasts não era. A única relação interessante para se fazer entre os dois filmes é o destaque no BAFTA, aonde tanto Alice quanto Fantastic Beast receberam cinco indicações (o último recebeu mais indicações que o futuro vencedor do Oscar, Moonlight). Ano passado, o BAFTA também foi destaque: premiou Jacqueline Durran (Little Women), a ganhadora da estatueta daquele ano. Com tudo isso mente, principalmente a necessidade da indicação em design de produção e do apoio do BAFTA, aqui estão os nossos possíveis indicados:

Os cinco prováveis:

1. West Side Story (Paul Tazewell)
2. The French Dispatch (Milena Canonero)
3. Ammonite (Michael O’Connor)
4. Dune (Jacqueline West)
5. The Trial of Chicago 7 (Susan Lyall)

Outros nomes:
TENET
News of the World
Da 5 Bloods
Stillwater
On the Rocks
Hillbilly Elegy
Mank

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