Histórico de Prêmios – Amy Adams, a sucessora de Glenn Close?

No histórico de Prêmios dessa vez o nome do qual falaremos é de uma das mais queridas de Hollywood: Amy Adams. O histórico de prêmios é um post temático no qual comentamos sobre a carreira e prêmios da pessoa analisada. Então vamos lá:

Amy Adams é uma das atrizes mais comentadas atualmente, seja por seu talento, carisma, filmes ou suas indicações aos mais diversos prêmios. Com 46 anos, a atriz é um dos grandes nomes de Hollywood e neste ano ela nos presenteia com o filme “Hillbilly Elegy”.

“Hillbilly Elegy” promete ser uma das principais obras lançadas pela Netflix esse ano. O longa dirigido por Ron Howard conta a história de um garoto que tenta sobreviver ao tão esperançoso sonho americano enquanto lida com sua mãe, uma mulher viciada e psicologicamente quebrada, e mora com sua vó protetora.

A atriz receberá sua sétima indicação ao Oscar caso seu nome seja anunciado entre as indicadas e ficará igual a Glenn Close (Que também está no filme) no quesito de indicações e vitórias caso não ganhe. O papel parece ser incrível para chamar atenção das premiações, pode ser uma aposta muito concreta para o prêmio máximo e a vitória será a cereja do bolo na trajetória de Adams.

Photos From Another Day At 'Hillbilly Elegy' In Middletown | WVXU
Amy Adams no set de “Hillbilly Elegy”

O começo da carreira de Adams foi um pouco morno, mas foi após alguns filmes, em 2005 pra ser preciso, com a estreia de “Retratos de Família” que Amy brilhou. O longa a levou aos holofotes da crítica e dos companheiros de profissão e a coroou com sua primeira indicação ao Oscar. Uma estrela acabava de nascer!

Embora reconhecida pela academia, Adams precisava conquistar o público e foi o que conseguiu dois anos depois. Ela foi escalada para um filme live-action da Disney que pretendia misturar alguns contos de fada e temas já utilizados do estúdio. O filme “Encantada” acabou sendo exibido, foi um sucesso e acabou lançando o nome de Amy um pouco mais adiante. Ela conquistou, por sua doce e carismática atuação como a destemida princesa Giselle, uma indicação ao Globo de Ouro e uma ao Critics Choice.

Rumor: News About Enchanted 2 Is Finally Coming - CINEMABLEND
Adams caracterizada para o filme “Encantada”

Sua segunda indicação veio um ano após “Encantada”: Interpretando uma inocente freira, a atriz foi reconhecida novamente pelo filme “Dúvida”. Baseado na peça teatral de mesmo nome, a adaptação arrecadou cinco indicações ao Oscar, sendo Adams indicada ao prêmio de melhor atriz coadjuvante junto de Viola Davis (Indicada também pelo mesmo filme).

Amy voltaria aos nomes indicados no Oscar em 2011 pelo filme “O Lutador” de David O. Russell. Elogiada por vários, ela é até hoje mencionada como uma das melhores coadjuvantes do ano. Por “O Mestre”, do diretor Paul Thomas Anderson, Amy entregaria uma das suas melhores atuações como a esposa do misterioso Lancaster Dodd (Personagem baseado em L. Ron Hubbard, criador da cientologia) e poderia ter ganho facilmente aquele prêmio por mérito.

Paul Thomas Anderson Adores Amy Adams: 'She's My Favorite' | IndieWire
Amy como Peggy Dodd em “O Mestre”

Nos próximos dois anos a estrela ganharia dois Globos de Ouro de Melhor Atriz em Comédia por seus papéis em “Grandes Olhos” e “Trapaça”, sendo indicada ao Oscar pelo último. A partir daí já estava solidificada como um grande nome na industria e uma certa fama de overdue começava a surgir, pois, além de muito querida, tinha cinco indicações, mas nenhuma vitória.

Em 2016 a atriz estrelava “Animais Noturnos” e virava motivo de piadas inocentes envolvendo sua quase indicação ao Oscar por “A Chegada”: Indicada ao Globo de Ouro, ao Critics Choice, ao BAFTA e ao SAG, Adams acabou ficando de fora dos nomes oficiais da academia de cinema. Inclusive seu nome foi enviado pela academia no site oficial dos indicados, mas após algum tempo foi apagado e corrigido.

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Imagem do filme “A Chegada”

Em 2018, já com um grande número de fãs e com uma crescente onda de pessoas que acreditam que a própria é uma grande injustiçada, Amy estrelou a minissérie “Objetos Cortantes” da HBO. Baseada no livro de mesmo nome da autora de “Garota Exemplar”, a série rendeu a primeira indicação ao Emmy de Adams, mas a atriz acabou perdendo o prêmio para Michelle Williams por sua sublime atuação como Gwen Verdon.

No mesmo ano Amy interpretou Lynne Cheney na biografia “Vice”, dirigida por Adam McKay. Pelo papel a atriz acabou recebendo sua sexta indicação à estatueta dourada e, por um curto período de tempos antes das televisionadas, foi considerada uma das favoritas ao prêmio: Com a esnobada de Regina King no SAG e no BAFTA parecia que o caminho estava aberto para Adams, mas ela acabou perdendo todos os prêmios.

Visão | O monstro discreto no filme "Vice"
Amy Adams e Christian Bale como Lynne e Dick Cheney no filme “Vice”

Além de “Hillbilly Elegy”, Amy Adams possui alguns projetos futuros como: A adaptação do aclamado musical da Broadway “Dear Evan Hansen”, a adaptação do livro “Nightbitch”, a minissérie da Netflix “Kings of America”, a adaptação do livro “The Woman in The Window” e a produção da minissérie “Poisonwood Bible”.

O longa dirigido por Ron Howard e co-estrelado pela veterana Glenn Close, uma grande injustiçada que merece uma publicação só para ela, chega na plataforma da Netflix em novembro. Infelizmente a empresa resolveu não levar seus filmes para os festivais desse ano, portanto é muito difícil dizer o que pode acontecer nesse meio tempo, então fica a questão: Será que Hillbilly terá forças o suficiente para chegar nas premiações com sede de vitória? Ou o nome mais forte será unicamente de Close?

Amy continua sendo uma força na industria e uma grande pessoa. Caso o filme não a leve a lugar nenhum ainda resta a esperança de que o seu dia há de chegar!

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